De acordo com levantamento da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXE BR) os peixes cultivados no Brasil, atingiram em 2018, 722.560 toneladas, com receita de cerca de R$ 5,6 bilhões.
O Brasil é o quarto maior produtor mundial de tilápia, espécie que representa 55,4% da produção do país que produziu 357 mil t em 2017, superando Filipinas e Tailândia.
Os peixes nativos, liderados pelo tambaqui, participam com 39,8% e outras espécies com 4,6%.
O Brasil avança a olhos vistos na produção de Tilápia, mas tem números insignificantes em duas espécies de grande presença global: Salmão e Panga.
As razões são diversas, passando pelo clima e pela falta de histórico com esses peixes. Porém, pelo menos no caso do Salmão, é um grande importador. Em 2016, foi responsável por 19% das vendas externas do Chile – 2º maior produtor mundial –, com a compra de 71,85 mil toneladas (US$ 466,76), informa a Secex.
O Pescado é, de longe, a proteína de origem animal mais produzida no planeta.
De acordo com estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e a FAO (Organização da Alimentação e Agricultura da ONU), em 2017 foram produzidos 172 milhões de toneladas de Pescado (peixes de cultivo e peixes de captura), bem acima da carne suína (2ª colocada), responsável por 120 milhões de toneladas.
Do total da produção de Pescado, 80 milhões/t referem-se aos peixes de cultivo e 92 milhões/t aos peixes de captura, informa a OCDE/FAO.
Pelas estimativas das instituições, entre 2020 e 2021 a produção global de peixes de cultivo ultrapassará a produção de peixes de captura.
O estudo mostra, também, que a produção de peixes de cultivo cresceu 60% entre 2007 e 2017, saindo de 50 milhões/t/ano para os atuais 80 milhões/t.
No mesmo período, a produção de peixes de captura manteve-se estável, na faixa dos 90/92 milhões de toneladas por ano. A 3ª proteína animal mais produzida no mundo, segundo a OCDE/FAO, é a carne de frangos, com 118 milhões/t/ano. A carne bovina – 4ª carne mais produzida – saltou de 65 milhões/t para 70 milhões/t, entre 2007 e 2017.
Consumo:
O Consumo de peixes nunca foi tão alto no Brasil mas apesar disso, há muito mercado a ser conquistado.
O brasileiro come metade do que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde.
Segundo a Peixe BR (Associação Brasileira de Piscicultura), o brasileiro come por ano aproximadamente 10 quilos da proteína. A procura é crescente, mas ainda muito abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, que é de 20 quilos.

Fonte:

Comentários

Postagens mais visitadas